terça-feira, 24 de maio de 2011

Defensores da Liberdade?

Em um recente discurso proferido no Congresso dos EUA, o primeiro ministro de Israel Binyamin Netanyahu colocou seu país como grande defensor da democracia, liberdade e direitos humanos.
Posicionou ainda, Israel como um baluarte democrático em meio a fundamentalistas selvagens. O mais sínico porém, é que o premiê Netanyahu declarou que "os únicos árabes realmente livres" são os que vivem como cidadãos de Israel.
Todo esse palavreado chega a ser nojento, o discurso do primeiro Ministro Israelense não resiste sequer a uma análise superficial de alguem que acompanhe os noticiários mais sérios.
No último dia 15, durante uma manifestação palestina do Nakba -catástrofe, dia da criação do Estado de Israel, quando centenas de milhares de palestinos foram expulsos de suas casas- o exercito Israelense abriu fogo contra os manifestantes em três pontos da fronteira de Israel, matando pelo menos 17 pessoas. Será que os Israelenses pensavam em democracia ou em direitos humanos quando assassinaram jovens desarmados que só manifestavam o direito de ter um lar?
O que dizer sobre a situação das crianças palestinas, demonstrada em uma série de vídeos postados anteriormente nesse blog.
Pense bem, de qual democracia Netanyahu  estaria falando?
Não acreditem em quem fala de paz enquanto aponta uma arma para sua cabeça. 



sábado, 21 de maio de 2011

Depoimento da Professora Amanda Gurgel sobre a Educação

Não preciso dizer nada, o vídeo já fala tudo. Só gostaria de lembrar que embora a professora relate a situação da educação em um Estado específico, o mesmo pode ser dito sobre a educação no contexto nacional.



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Retirado de Blog-lizzi

Cambuí, terra querida, a nossa vida será por ti.
Ou “deveria” ser...

Cultura: Ato, efeito ou modo de cultivar; desenvolvimento intelectualsaber; utilização industrial de certos produtos naturais; estudo; elegância; esmero; sistema de atitudes e modos de agir, costumes e instruções de um povo; conhecimento geral.

Cambuí é uma cidade que teria muito a oferecer em termos de educação, saúde e, dentre outras coisas, turismo e cultura (que é o propósito deste texto). Porém, há um grande empecilho que não permite a cidade de progredir e este se chama “burocracia”.
Há anos não se vê uma melhoria no que diz respeito ao apoio cultural desta cidade, que contém – sem especulações – um dos melhores expoentes musicais da região, provavelmente, até mesmo do Estado ou do País. Veja bem: nenhum músico efetivamente radicado aqui teve sua carreira em evidência, mas bastou que ele próprio tivesse a audácia de buscar reconhecimento em outros pólos (como por exemplo, nas metrópoles) para que seu trabalho fosse reconhecido. O fato é que não existe nenhuma valorização do trabalho (autoral ou não, mas principalmente autoral) de artistas cambuienses.
Não é de hoje que enfrentamos estas situações. Há anos somos, literalmente, abandonados em alguma atração pública ou encaixados em datas e horários totalmente desfavoráveis, ainda que haja alegações de que apenas bandas de Cambuí possam ser escaladas para se apresentarem em festivais realizados pela Prefeitura na cidade para que se faça a justiça de um (falso) apoio – ou o que chamo de “colaboração fantasma”. Fica evidente que, com esta esquematização inventada por “eles”, nenhum artista de fora seria capaz de estar ligado à podridão de uma organização escrota e fútil, como é a dessa tal “Secretaria Cultural”.
Isto cabe não só às bandas de Rock (comumente vistas como perturbadoras e adeptas ao vandalismo), mas também aos grupos de Rap e demais artistas que se encaixem em outros gêneros: estamos sendo enganados, iludidos e manipulados... Enquanto nos esforçamos para ter alguma evidência na cena underground, aqueles que deveriam nos acolher, tanto em prol da sociedade cambuiense quanto em satisfação própria, estão chutando nossas bundas e a gente aceita o pontapé com um sorriso nos lábios e com a falsa esperança de que um dia reconhecerão nosso trabalho. E estamos completamente enganados!
Enquanto ficarmos de braços cruzados esperando que alguma melhoria seja feita, os burocratas de plantão agem como se nada tivesse acontecido e continuam a explorar nossos suor, direta ou indiretamente, deixando a nós a responsabilidade de lidar com um público parcial e ignorante (com exceção de nossos fãs fiéis e amigos que sempre estão nos acompanhando). Entra aí a falta de organização e disciplina em relação aos nossos direitos. Será difícil compreender que não estamos brincando e que queremos SIM crescer e divulgar, com orgulho, nossa cidade?
É inexistente o apoio cultural à música em geral por aqui e isto se torna claro quando frequentamos a Praça Matriz e temos que nos deparar com a monotonia e desordem (muitos irão compreender o que estou dizendo), principalmente nos fins de semana. Devido a isto, a opção mais comum é visitar outras cidades que ofereçam atrações dignas e, possivelmente correr riscos nas estradas, do que se isolar neste território de inesperáveis acontecimentos... Privam-nos do direito de nos expressar, mas não nos dão a possibilidade de evoluir e fazer com que, pelo menos uma parte da população (principalmente a jovem) possa ter opções de divertimento.
Falta estrutura para suportar nossas apresentações; falta entendimento para que tenhamos mais valor; falta apoio para que possamos prosseguir e falta RESPEITO para que possamos trabalhar com dignidade e amor nesta que é a cidade que escolhemos viver, crescer e progredir.
Apenas para reforçar esta idéia: não estamos tratando a música como brincadeira ou hobby! Tenho certeza que para muitos integrantes de bandas/grupos nesta cidade, a música é levada como algo sério e como algo a ser levada pra vida inteira. É claro que, se não existir apoio adequado, a frustração exigirá que o músico tenha que tomar outros rumos para que não morra de fome. E a culpa é de quem? De quem não colaborou para seu devido crescimento ou dele próprio, que escolheu o triste destino de ser músico?
Provavelmente, dos dois.
Aonde, efetivamente, está a cultura em Cambuí?
O pedaço mais feliz do sul de Minas parece não estar TÃO feliz assim...


http://michilizzi.blogspot.com/