quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil

Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.

Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.

Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.

Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.

Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.

Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS. 

Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quem são os Terroristas?



Agricultor palestino mostra oliveiras destruídas por colonos judeus


Mais oliveiras palestinas são destruídas

Mais 140 oliveiras foram aniquiladas na Palestina.

Nada a ver com as 380 arrancadas pela raiz pelo governo de Israel(leia postagem mais abaixo).

Se anteriormente a alegação foi a necessidade de continuar a construção do muro do apartheid ( dentro de terras palestinas, diga-se), agora o vandalismo foi obra dos colonos invasores.

As 380 oliveiras foram arrancadas pela raiz porque os israelenses imaginam que elas podem ser replantadas.

Replantadas onde?

E quem disse que oliveira milenar arrancada pela raiz pode ser replantada?

As 140 foram destruídas por colonos invasores que pretendem construir casas para se amoitar.

O prefeito de Ramalah, Faray AL-Naasaneh disse que de nada adianta reclamar, já que os meliantes têm todo o apoio do governo sionista.

O prefeito acusou também os colonos de terem destruído 70 oliveiras na aldeia de Qaryut igualmente na Cisjordânia.

Detalhe.

Como agora é época de colheita, os colonos saquearam e ficaram com as azeitonas.

Os agricultores palestinos nada puderam fazer, já que os sionistas estavam fortemente armados.

Esclareça-se também que as oliveiras são uma das ultimas fonte de renda que restam aos palestinos para sobreviver...

sábado, 6 de outubro de 2012

Cidadania e Política



Bom pessoal, as eleições são amanhã, mas tem uma coisa que todos precisam lembrar. Estão todos agindo como se o novo prefeito, seja quem for, resolverá todos os problemas do município, como se o único dever do cidadão fosse votar de dois em dois anos e mais nada. Mas não é bem assim que a banda toca, votar é apenas uma parte de nossos direitos e creio eu que o menor do nossos deveres.
Como cidadãos é nosso dever participar ativamente da política nacional, estadual e municipal. E podemos fazer isso participando dos trabalhos do legislativo, discutindo as questões e cobrando melhorias, penso eu que viver ativamente a politica dessa forma é mais importante que o ato de votar.
Por exemplo, vocês sabiam que as associações de bairro, quando bem organizadas podem criar e enviar projetos de lei para o legislativo municipal? E como esses projetos são considerados de iniciativa popular a câmara é obrigado a coloca-la em votação querendo ou não. As associações também possuem a possibilidade de conseguir recursos diretamente, sem ter que passar pela estrutura administrativa da prefeitura mas, pra isso, como disse antes, tem que haver uma boa gestão e administração nessas associações para isso.