quarta-feira, 24 de julho de 2013

A luta é antiga.

 Assim como não foi o PT que inventou a corrupção, também não foram os jovens Brasileiros de 2013 que inventaram os protestos e manifestações. A luta de classes (afinal me desculpem os reacionários, mas é disso que se trata) sempre existiu, e nem sempre ela conduziu a um revolução imediata.
Apenas "sair às ruas" para protestar não faz de você um revolucionário, faz de você apenas parte de um processo Histórico. E não necessariamente te torna consciente ou politizado, adquirir consciência política é um processo lento e que exige muitos esforços. Não da pra se politizar lendo postagens do facebook, a quantidade de besteiras que circulam pela internet é absurda. 
 Para começar a entender o mundo a sua volta é necessário leitura, leia, leia bastante, perca tempo com isso, conhecimento não se adquiri num estalo. Conheça os clássicos, Marx, Rousseau entre outros, sobre tudo Marx, ele é essencial para entender a sociedade moderna, como ela se formou e quais as regras do seu funcionamento (por mais que digam, que o que Marx escreveu já está ultrapassado, o velho barbudo ainda tem muito a nos ensinar).
 Mas voltando a falar dos protestos e manifestações e do porque falei da necessidade da leitura. A maioria dos protestos que tem ocorrido pelo país tem uma agenda bem definida, mas grande parte dos que participam não conhecem essas agendas e tão pouco se preocupam com elas. Querem protestar sem se importar exatamente com, ou contra o que estão protestando, e isso gera absurdos tremendos e as vezes perigosos. Nessa onda, teve gente pedindo a volta dos militares ao poder, tenho absoluta certeza que os que pediram isso não fazem ideia do que representou para a História do país o governo dos militares. São muitas também, as reivindicações genéricas como o fim da corrupção e da impunidade, pautas vazias e sem possibilidades de concretização em uma sociedade dominada pela Burguesia. A falta de conhecimento também faz com que muitos se impressionem com discursos esteticamente bonitos e maquiados, fazendo com que tomem o conservador por revolucionário.
 Por último, é incrível a arrogância de diversos jovens que envoltos em uma entusiasmada embriagues política superficial, tratam pessoas que historicamente se envolvem na eterna luta por uma sociedade sem explorados nem exploradores. Pessoas com conhecimento e experiencia de vários anos de lutas, que são hostilizadas e desrespeitadas por tentar apontar a esses novos "lutadores" que o inimigo é mais sólido e extenso do que simples representantes mau escolhidos ou mesmo uma constituição mau escrita.



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