sexta-feira, 18 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Repressão e intimidação
"A discussão sobre o vandalismo durante os protestos se espalhou pelas redes sociais. As imagens de ônibus sendo incendiados e prédios atacados se multiplicam milhares de vezes, de perfil em perfil. O delegado da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Gilson Perdigão, alerta para o fato de que quem publica comentários e fotos de apoio aos atos de vandalismo está cometendo crime.
Depende do contexto da postagem, mas em geral essas publicações são de apoio aos atos de vandalismo, então eles respondem pelo artigo 286 do Código Penal (incitação ao crime). Mas é necessário analisar caso a caso disse o delegado, ressaltando que essas pessoas podem ser acusadas ainda de outros crimes, como formação de quadrilha e porte ilegal de armas, como aconteceu com três jovens presos em setembro porque faziam a página do Black Blocs.
A Polícia Civil também decidiu que usará a nova lei de organização criminosa, sancionada mês passado, que prevê pena de três a oito anos de prisão. O objetivo é punir com mais rigor quem cometer atos de vandalismo durante os protestos. No entanto, quem incitar a violência pela internet também poderá ser responsabilizado"
Atitudes como essa, que supostamente visam os
"causadores de distúrbio" durante as manifestações, tem na verdade um
objetivo muito mais nefasto. Intimidar e coibir manifestações políticas de
qualquer tipo. É o Estado burguês mostrando sua verdadeira face, que nunca foi
democrática.
Bom, aos que falam em manifestações sem baderna (leia-se
manifestações sem protestos), acompanhem meu raciocínio. E se os revoltosos
franceses, para preservar um patrimônio histórico não tivessem invadido a
bastilha? e se os guardas vermelhos não tivessem bombardeado o Palácio de
Inverno durante a Revolução Russa? E se para evitar a violência, os cubanos não
tivessem organizado uma guerrilha? Será que os acontecimentos fundamentais para
a História teriam ocorrido?
O discurso do vandalismo é o discurso do opressor, e
geralmente esse opressor é violento por natureza.
O trecho destacado por aspas, que trata da fala do Delegado da DRCI foi retirado do site:
http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=%2Frio%2Fapologia-atos-de-violencia-nas-redes-sociais-pode-ser-considerada-crime-diz-delegado-10371901
E pra quem quiser uma analise de qualidade sobre os "Blocos Negros", deixo aqui o link do artigo escrito por Bruno Fiuza publicado no periódico Brasil de Fato:
http://www.brasildefato.com.br/node/26241#.UlyvSwBn_pM.facebook
E pra quem quiser uma analise de qualidade sobre os "Blocos Negros", deixo aqui o link do artigo escrito por Bruno Fiuza publicado no periódico Brasil de Fato:
http://www.brasildefato.com.br/node/26241#.UlyvSwBn_pM.facebook
quarta-feira, 24 de julho de 2013
A luta é antiga.
Assim como não foi o PT que inventou a corrupção, também não foram os jovens Brasileiros de 2013 que inventaram os protestos e manifestações. A luta de classes (afinal me desculpem os reacionários, mas é disso que se trata) sempre existiu, e nem sempre ela conduziu a um revolução imediata.
Apenas "sair às ruas" para protestar não faz de você um revolucionário, faz de você apenas parte de um processo Histórico. E não necessariamente te torna consciente ou politizado, adquirir consciência política é um processo lento e que exige muitos esforços. Não da pra se politizar lendo postagens do facebook, a quantidade de besteiras que circulam pela internet é absurda.
Para começar a entender o mundo a sua volta é necessário leitura, leia, leia bastante, perca tempo com isso, conhecimento não se adquiri num estalo. Conheça os clássicos, Marx, Rousseau entre outros, sobre tudo Marx, ele é essencial para entender a sociedade moderna, como ela se formou e quais as regras do seu funcionamento (por mais que digam, que o que Marx escreveu já está ultrapassado, o velho barbudo ainda tem muito a nos ensinar).
Mas voltando a falar dos protestos e manifestações e do porque falei da necessidade da leitura. A maioria dos protestos que tem ocorrido pelo país tem uma agenda bem definida, mas grande parte dos que participam não conhecem essas agendas e tão pouco se preocupam com elas. Querem protestar sem se importar exatamente com, ou contra o que estão protestando, e isso gera absurdos tremendos e as vezes perigosos. Nessa onda, teve gente pedindo a volta dos militares ao poder, tenho absoluta certeza que os que pediram isso não fazem ideia do que representou para a História do país o governo dos militares. São muitas também, as reivindicações genéricas como o fim da corrupção e da impunidade, pautas vazias e sem possibilidades de concretização em uma sociedade dominada pela Burguesia. A falta de conhecimento também faz com que muitos se impressionem com discursos esteticamente bonitos e maquiados, fazendo com que tomem o conservador por revolucionário.
Por último, é incrível a arrogância de diversos jovens que envoltos em uma entusiasmada embriagues política superficial, tratam pessoas que historicamente se envolvem na eterna luta por uma sociedade sem explorados nem exploradores. Pessoas com conhecimento e experiencia de vários anos de lutas, que são hostilizadas e desrespeitadas por tentar apontar a esses novos "lutadores" que o inimigo é mais sólido e extenso do que simples representantes mau escolhidos ou mesmo uma constituição mau escrita.
terça-feira, 25 de junho de 2013
O Poder Legislativo em Cambuí
O que dizer? Para começar dois dos nossos vereadores até agora - seis meses de mandato- não fizeram nada, e digo isso de maneira literal, nem mesmo uma indicação, alguns podem achar que pedidos de moções sejam uma função do legislativo, eu não acho. Continuando a falar dos nossos nobres legisladores, o nosso presidente da câmara, que está no seu segundo mandato, apresentou apenas dois projetos de lei até agora, sendo os dois projetos para "conceder títulos de cidadão Cambuiense". Alias esses projetos me intrigam, eu nasci aqui, moro aqui, e só vou passar a ser "cidadão Cambuiense" se algum vereador fizer um projeto de lei para isso?
Tem muito vereador que vive de mudança de nomes de rua, conceder títulos de cidadão e moções, as eternas moções. É preciso avisa-los que a função deles é "fazer leis e fiscalizar o executivo", não existe no site da câmara municipal nenhuma informação sobre a atuação dos vereadores na fiscalização do executivo.
Bom... o que quero dizer com isso? A grande maioria dos vereadores de Cambuí, não tem a minima consciência do que estão fazendo. Alguns utilizam a influência do seu cargo para realizar assistencialismo e acham que estão cumprindo com o seu papel como legislador, ou seja, nem entendem a natureza do cargo que ocupam. Outro fato que me chama a atenção já a um bom tempo, é que o nosso legislativo parece uma casa legitimadora do poder executivo, além de não fiscalizarem (se fazem isso eu desconheço), muitos projetos aprovados são de autoria do executivo.
Tudo isso leva a situações e projetos duvidosos, em uma entrevista ao Jornal Gazeta da Cidade no início de ano o Presidente da câmara falou que é prioridade a aquisição de um terreno para a construção de uma nova câmara, vamos analisar isso. O prédio da câmara tem pouco mais de 10 anos, é bem conservado e até onde sei, sem problemas estruturais. Então qual o motivo da construção desse novo prédio, se há um, o povo não foi informado. Tem também a criação do tal cargo de assessor parlamentar, que terá a mesma função que os vereadores já cumprem, ficar de prontidão na câmara para receber os cidadãos. Só lembrando que esse assessor terá um salário maior que o dos vereadores. Será que precisamos de mais um cargo para cumprir uma função que a meu ver já é muito bem cumprida? Afinal os vereadores recebem para fazer o seu trabalho, portanto ficar a disposição para atender ao cidadão não vai onerar suas obrigações. Isto está parecendo claramente um arranjo eleitoreiro, ou coisa pior.
Bem... está é minha analise sobre o poder legislativo de Cambuí, sei que poderia acrescentar mais, mas penso que só estaria repetindo o que já é senso comum.
Link para a entrevista concedida ao Jornal Gazeta da Cidade pelo Presidente da Câmara Municipal de Cambuí:
http://www.gazetadacidade.com/cotidiano/presidente-da-camara-de-cambui-quer-nova-sede-para-o-legislativo/
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Até quando
Até quando precisaremos nos humilhar para conseguir algo que, na
verdade é direito nosso? Até quando os que se dizem nossos representantes
trataram seus deveres como se fossem seus negócios? O que eu presenciei hoje
demonstra que não há vontade política de melhorar a situação do povo.
Faz menos de um mês que a nova administração assumiu o município mas,
eu assumo a responsabilidade de dizer que o atual governo será tão ruim quanto
o anterior, se não pior. Uns poderão dizer: “mas não faz nem um mês direito”. A
esses eu retruco: “sim um mês é muito pouco, quatro meses ainda não deu tempo,
um ano não é o suficiente, em quatro anos não se resolve nada ...... então
quando”? Eu conheço muito bem essa História. Para os que não têm vontade, uma
década é muito pouco. Em pouco tempo de atuação o novo governo demonstra que
prefere governar pelos bastidores, nem uma informação satisfatória se consegue.
O mais terrível disso tudo é que, através de uma propaganda bem
montada e se aproveitando das esperanças do povo, os que agora estão no poder
conseguiram o maior dos trunfos do fascismo. Fizeram com que o povo acreditasse
que uma era de “mudanças” está para começar, que em pouco tempo (só não diz
quando) a situação vai começar a melhorar. Essa é uma arma que os opressores
sempre usam, “fazer com que os oprimidos passem a acreditar que os valores que
lhe são impostos são universais”. Isso está de tal forma colocado, que qualquer afirmação do contrario é visto como heresia. Não tenho duvidas de que esse
texto vai se hostilizado como o de alguém revoltado e inconsequente, um rebelde
sem causa. Mas antes que critiquem experimentem a sensação de precisar de um
serviço que é direito seu e não conseguir experimente se afogar em uma
burocracia sem fim e ineficiente, experimentem não conseguir uma misera
informação, e mesmo assim ouvir a cada minuto que uma mudança está para ocorrer.
Gabriel Pereira da Rosa.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay
Carta copiada do Blog: http://ecos-periferia.blogspot.com.br/
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Quem são os Terroristas?

Agricultor palestino mostra oliveiras destruídas por colonos judeus
Mais oliveiras palestinas são destruídas
Mais 140 oliveiras foram aniquiladas na Palestina.
Nada a ver com as 380 arrancadas pela raiz pelo governo de Israel(leia postagem mais abaixo).
Se anteriormente a alegação foi a necessidade de continuar a construção do muro do apartheid ( dentro de terras palestinas, diga-se), agora o vandalismo foi obra dos colonos invasores.
As 380 oliveiras foram arrancadas pela raiz porque os israelenses imaginam que elas podem ser replantadas.
Replantadas onde?
E quem disse que oliveira milenar arrancada pela raiz pode ser replantada?
As 140 foram destruídas por colonos invasores que pretendem construir casas para se amoitar.
O prefeito de Ramalah, Faray AL-Naasaneh disse que de nada adianta reclamar, já que os meliantes têm todo o apoio do governo sionista.
O prefeito acusou também os colonos de terem destruído 70 oliveiras na aldeia de Qaryut igualmente na Cisjordânia.
Detalhe.
Como agora é época de colheita, os colonos saquearam e ficaram com as azeitonas.
Os agricultores palestinos nada puderam fazer, já que os sionistas estavam fortemente armados.
Esclareça-se também que as oliveiras são uma das ultimas fonte de renda que restam aos palestinos para sobreviver...
Texto retirado de: http://blogdobourdoukan.blogspot.com.br/
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